
O caso envolvendo o prefeito de Pio IX, Silas Noronha, ganhou novos desdobramentos após o denunciante Liedson comparecer à Câmara Municipal para falar publicamente sobre as acusações que levaram à abertura de investigação na Justiça do Piauí.
Durante seu pronunciamento, Liedson afirmou que decidiu tornar o caso público mesmo diante do medo, relatando ter sofrido ameaças e que chegou a permanecer escondido por receio pela própria segurança. Segundo ele, as denúncias não são recentes e já haviam sido protocoladas há mais de um mês nas esferas federal e civil, com a apresentação de provas às autoridades.
O denunciante também declarou que seu celular foi entregue à polícia para perícia, contendo áudios, vídeos e outros materiais que, segundo ele, comprovam as acusações. Ainda em sua fala, Liedson criticou a postura de agentes públicos, afirmando que algumas pessoas já teriam conhecimento prévio dos fatos, mas não teriam levado o caso à tribuna.
As denúncias apontam um possível envolvimento do gestor em um esquema de exploração sexual de menores, com base em relatos de que adolescentes, supostamente entre 13 e 14 anos, teriam sido alvo de aliciamento mediante promessas de benefícios. O caso tramita no Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, sob análise da 2ª Câmara Criminal, e parte do processo corre em sigilo por envolver possíveis crimes contra crianças e adolescentes.
De acordo com as informações, a investigação teve início na Polícia Civil e foi encaminhada ao Judiciário devido à gravidade das acusações. Um dos desdobramentos recentes inclui a divulgação de um áudio atribuído ao prefeito, que circulou nas redes sociais e ampliou a repercussão do caso. Segundo o denunciante, após a exposição pública, ele teria sido procurado em uma suposta tentativa de retirada do conteúdo divulgado.
Em meio à repercussão, o prefeito se manifestou por meio de nota pública, negando todas as acusações. Silas Noronha afirmou que é vítima de uma tentativa de extorsão e classificou as denúncias como inverídicas e motivadas por perseguição política. O gestor declarou ainda que confia na Justiça e que já está adotando as medidas legais cabíveis para comprovar sua inocência.
O caso segue em investigação pelas autoridades competentes e, até o momento, não há decisão judicial.