
ma mulher de 53 anos, mãe de três filhos, morreu após ter tomado injeções de um medicamento para perda de peso não licenciado que custava 26 libras (R$ 139). Karen McGonigal era mãe de três filhos. O caso aconteceu em Salford, no norte da Inglaterra.
Segundo o canal de notícias britânico ITV News, Karen morreu, poucos dias depois de ter recebido a injeção que, supostamente, seria de semaglutida, mesma substância vendida sob as marcas Ozempic, Wegovy ou Rybelsus. O medicamento é usado para tratar diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso.
As filhas de Karen, Abbie e Ffion McGonigal, contaram à ITV News que sua mãe recebeu a injeção em um salão de beleza local, que não teve o nome divulgado, depois que ela foi informada de que não conseguiria obter o medicamento no Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) do Reino Unido. A decisão teria sido tomada após o término de um relacionamento de longa data.
“Ela não se sentia feliz consigo mesma, não queria sair para lugar nenhum”, relatou Abbie à ITV News. “Acho que ela só queria ser quem era antes — queria perder peso para recuperar a confiança.”
A ITV News afirmou ter visto mensagens de texto enviadas por uma esteticista local oferecendo as injeções por £ 20 cada. Ffion contou ao veículo que a esteticista em questão “parou de fazer as unhas de uma mulher” e imediatamente aplicou a injeção em sua mãe em um cômodo nos fundos, “sem preparação, sem limpeza, nada”.
Karen adoeceu quatro dias após a última injeção, queixando-se de “agonia” com fortes dores de estômago e dificuldade para respirar. Ffion relatou que o rosto de sua mãe ficou “roxo”. Após a mulher passar dois dias na UTI, os médicos informaram às filhas que não poderiam fazer nada para salvar a mãe delas e que seu aparelho de suporte de vida seria desligado.
A revista norte-americana People apurou que a Polícia da Grande Manchester prendeu duas pessoas evolvidas no caso: uma sob a acusação de administração de substância nociva e homicídio culposo e outra sob a acusação de fornecimento de substância controlada. A investigação segue em andamento.
Por SBT News