Buscas Intensivas

Buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão continuam sem pistas após 19 dias

Forças de segurança mantêm operações em Bacabal, enquanto secretário pede apoio da população e alerta sobre fake news….

Reportagem Sertão Atual

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irmãos desaparecidos no Maranhão

Mesmo após 19 dias sem pistas concretas, as forças de segurança do Maranhão seguem mobilizadas nas buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos na zona rural de Bacabal, no interior do estado. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, durante entrevista coletiva.

Segundo o secretário, apesar da ausência de resultados até o momento, as equipes permanecem atuando de forma intensa e ininterrupta.

“Infelizmente, ainda não encontramos as duas crianças. No entanto, seguimos focados e trabalhando incansavelmente para localizá-las. Nossa missão é difícil, mas não vamos parar”, afirmou.

Buscas por crianças de comunidade quilombola desaparecidas em Bacabal continuam com reforço de cães farejadores — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Secretário pede responsabilidade e alerta sobre fake news

Além de atualizar o andamento das ações, Maurício Martins fez um apelo direto à população. Ele pediu responsabilidade na divulgação de informações relacionadas ao caso, destacando que boatos e notícias falsas podem prejudicar as investigações.

Segundo o secretário, comentários sem fundamento desviam o foco das equipes e geram retrabalho.

“Peço que, se não houver conhecimento dos fatos ou acompanhamento direto do caso, evitem comentários que possam atrapalhar as buscas e as investigações”, ressaltou.


Buscas seguem em terra, água e áreas de difícil acesso

As operações continuam concentradas na região do quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez. A força-tarefa reúne agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e voluntários.

Além disso, drones seguem sendo utilizados para o monitoramento aéreo. Mesmo com a ampliação da área de buscas, nenhum vestígio foi localizado até agora.

“Apesar da expansão do perímetro, não encontramos indícios. Ainda assim, as buscas continuam com a mesma intensidade”, explicou o secretário.


Mais de 200 quilômetros já foram percorridos pelas equipes

Durante a coletiva, o tenente-coronel João Carlos Duque, do Exército Brasileiro, informou que as equipes já percorreram cerca de 200 quilômetros, abrangendo áreas terrestres, fluviais e de difícil acesso.

De acordo com ele, estudos técnicos indicam que uma pessoa pode sobreviver em ambiente hostil, sem água e alimentação, por até oito a 12 dias. Essa informação reforça a hipótese de que as crianças não estejam nas áreas já vasculhadas.

“Toda a área definida foi amplamente percorrida. A ausência de vestígios nos dá a esperança de que elas estejam em outro local e possam ser encontradas com vida”, afirmou.


Investigação paralela segue em andamento

Enquanto as buscas continuam, uma comissão especial de investigação, formada por três delegados, conduz o inquérito policial. O procedimento já ultrapassa 500 páginas.

Desde o início da operação, mais de mil pessoas participaram das ações, sendo 260 agentes da segurança pública.


Marinha atua com sonar no rio Mearim

A Marinha do Brasil atua nas buscas no rio Mearim, utilizando o equipamento side scan sonar, capaz de mapear o fundo do rio mesmo em locais com baixa visibilidade.

Desde domingo (18), cerca de 19 quilômetros do rio foram analisados, sendo cinco quilômetros de forma detalhada.

“Com o uso do equipamento, esgotamos as possibilidades de que as crianças estejam nesse trecho analisado”, afirmou o capitão dos Portos, Ademar Augusto Simões Júnior.


Primo auxiliou buscas e recebe acompanhamento psicológico

Um primo das crianças, de 8 anos, que também havia desaparecido e foi encontrado dias depois, participou das buscas na terça-feira (20), com autorização judicial. Ele indicou os últimos trajetos feitos com Ágatha e Allan, incluindo uma cabana conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio.

No local, cães farejadores confirmaram a presença das crianças. O menino segue acompanhado por uma rede de proteção e por psicólogos, a fim de evitar novos traumas.

“Esse impacto emocional existe e precisa ser tratado com cuidado para evitar revitimização”, explicou a psicóloga Ana Letícia.


Autoridades mantêm todas as linhas de investigação abertas

Por fim, as autoridades reforçaram que todas as hipóteses continuam sendo analisadas. As buscas, segundo os órgãos de segurança, seguirão enquanto houver qualquer possibilidade de localizar as crianças.

Fonte: Diário do Povo

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