Na tarde da última terça-feira, 21 de outubro, foi realizada na Câmara Municipal de Simões uma audiência pública para discutir a grave crise no abastecimento de água que vem afetando o município há semanas. O encontro foi marcado por forte participação popular e críticas à empresa Águas do Piauí, responsável pelo fornecimento de água na cidade, que não enviou representantes à reunião.

A audiência contou com a presença dos vereadores Gracinha Xavier (presidente da Câmara), Mellânia Morais, Dr. Franklin Carvalho, Tarcísio Alves, Valdiney Carvalho e Cledilma Alencar, além do vice-prefeito Josse de Belim, da controladora-geral Nara Tamyres, do chefe de gabinete Raimundo Leite e do representante sindical José Pedro.

Mesmo diante da ausência da concessionária, a presidente da Câmara decidiu dar continuidade ao debate “em respeito ao público presente”, que lotou o plenário para relatar as dificuldades enfrentadas com a falta de água.
Moradores relataram estar há mais de 30 dias sem água nas torneiras, sobrevivendo com o abastecimento precário feito por carros-pipa. As reclamações também apontam que, apesar da interrupção constante no fornecimento, as contas continuam chegando em dia.

O líder comunitário Hugo Júnior fez um discurso contundente durante a audiência.
“Não queremos migalhas, queremos água em nossas torneiras. A Águas do Piauí é irresponsável e inconsequente. Eles não atrasam os talões, mas atrasam a água. A população está cansada de descaso”, declarou.
Ele também lembrou que o acesso à água potável é um direito humano essencial, reconhecido por tratados internacionais e pelo Código de Defesa do Consumidor, que garante a continuidade dos serviços públicos essenciais.




Durante a audiência, foi exibido um minidocumentário mostrando a insatisfação dos moradores e as dificuldades enfrentadas no dia a dia. O público também teve espaço para se manifestar e pedir ações concretas das autoridades.
Os vereadores e representantes do Executivo municipal se comprometeram a unir esforços para buscar soluções imediatas e pressionar a empresa responsável.
Segundo informações apresentadas durante o evento, já existe uma ação civil pública em andamento desde 2023, movida inicialmente contra a antiga concessionária Agespisa e que deve incluir a Águas do Piauí no processo. Até o momento, nenhuma medida efetiva foi tomada para resolver o problema.
A Câmara Municipal e o Executivo local anunciaram que continuarão cobrando providências junto ao Governo do Estado e à empresa.

O vice-prefeito Josse de Belim e os vereadores presentes destacaram a importância da união entre autoridades e população para pressionar por uma solução definitiva.
A audiência foi transmitida pela TV Câmara de Simões e acompanhada por centenas de pessoas pelas redes sociais.
Enquanto a concessionária não se pronuncia oficialmente, o sentimento entre os moradores é de indignação e cansaço. A população pede o que é básico: água nas torneiras e respeito ao consumidor.
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