
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, esteve na Delegacia de Polícia Civil de Araripina para denunciar a falta de estrutura e o que classificou como abandono da categoria pelo Governo do Estado. Segundo o sindicato, a unidade funciona em condições precárias, sem materiais básicos para o atendimento à população e para o trabalho dos policiais civis.
Durante a visita, Áureo Cisneiros destacou a ausência de itens essenciais, como água potável, impressora em funcionamento, tinta para impressão, material de expediente e produtos de limpeza. De acordo com o Sinpol-PE, os policiais têm sido obrigados a fazer “cotinhas” para custear despesas básicas da delegacia, como a compra de água para consumo diário.
Em sua fala, o presidente do sindicato ressaltou que Araripina, considerada cidade polo do Sertão do Araripe, registrou 81 homicídios em 2025, número considerado alarmante. Ainda assim, segundo ele, a Polícia Civil segue sem investimentos adequados em estrutura física, equipamentos e valorização profissional.
Áureo Cisneiros também afirmou que promessas feitas pelo Governo do Estado, sob a gestão da governadora Raquel Lyra, não foram cumpridas. Entre as reivindicações estão a melhoria das estruturas das delegacias, investimentos na Polícia Civil, valorização salarial da categoria e a implantação de um Complexo da Polícia Civil em Araripina, que atenderia toda a região.
Outro ponto destacado foi a inexistência de uma Delegacia da Mulher no município. Conforme relatos de policiais civis, citados pelo sindicato, os casos de violência contra a mulher aumentaram significativamente no último ano, reforçando a necessidade de uma unidade especializada.
O Sinpol-PE informou que seguirá mobilizado e anunciou a realização de uma passeata no próximo dia 27, como forma de protesto e cobrança pelo cumprimento das promessas feitas à categoria e por melhores condições de trabalho para os policiais civis em Pernambuco.