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Golpe do “familiar em apuros” lidera fraudes virtuais no Piauí em agosto

Reportagem Sertão Atual

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O golpe do “familiar em apuros” foi o mais frequente entre as fraudes virtuais registradas no Piauí no mês de agosto. Segundo dados divulgados pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) nesta terça-feira (9), foram 127 ocorrências desse tipo, o que representa cerca de 20% dos 640 boletins de ocorrência relacionados a crimes digitais no período.

A prática consiste em criminosos se passarem por parentes ou amigos das vítimas no WhatsApp para pedir transferências via Pix ou pagamento de boletos. Para convencer, eles utilizam fotos retiradas das redes sociais associadas a números novos. Em alguns casos, os golpistas conseguem invadir contas reais de WhatsApp por meio de engenharia social, aumentando a dificuldade de identificar a fraude.

O coordenador-geral do Procon, Nivaldo Ribeiro, alerta que a prevenção depende de mudanças de hábitos. “Se você receber um pedido de dinheiro do seu filho ou amigo, lembre-se de que a conta pode estar clonada. Antes de transferir, confirme pessoalmente ou faça perguntas que só a pessoa verdadeira saberia responder, como o nome do animal de estimação ou o apelido de infância”, orientou.

O levantamento faz parte do Alerta Digital, iniciativa do Procon em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). O projeto analisa os principais golpes em circulação e busca novas estratégias para alertar a população.

A recomendação das autoridades é de que vítimas de fraude registrem boletim de ocorrência e notifiquem imediatamente o banco ou a instituição financeira para tentar bloquear a transação.

Golpe do falso advogado

O Procon alertou também para o crescente número de casos do golpe do falso advogado. Entre junho e julho, foram 110 registros entre tentativas e golpes no Piauí, causando um prejuízo de R$ 211 mil.

Segundo o Procon, criminosos se passam por profissionais do Direito para enganar as vítimas com a falsa promessa de liberação de valores de processos judiciais. Por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, os golpistas se passam por advogados, utilizando foto e nome do profissional verdadeiro em um número de telefone novo, dando credibilidade à abordagem.

Informando a “causa ganha”, a vítima é induzida a realizar pagamentos via Pix, com a justificativa de que os valores são para custas judiciais, impostos, taxas ou até mesmo um “procedimento técnico” necessário para o repasse do dinheiro do processo.

Fonte: Portal O Dia

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