
O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou a Polícia Federal para investigar uma denúncia envolvendo um candidato nas eleições de 2026 no Piauí e uma possível ligação com organização criminosa. O nome do político não foi divulgado, e o procedimento tramita sob sigilo.
A existência da apuração foi confirmada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior. Segundo ele, neste momento, o caso ainda não está sob análise da Corte Eleitoral. O TRE-PI mantém estrutura integrada de fiscalização e segurança para o pleito, com participação de órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil e outras forças.
DENÚNCIA ANÔNIMA
O procurador regional eleitoral do Piauí, Kelston Pinheiro Lages, teria solicitado a instauração do inquérito à Polícia Federal após receber uma denúncia anônima. Até o momento, não há conclusão sobre a procedência das acusações nem sobre eventual participação do candidato em práticas criminosas.
A apuração está, inicialmente, nas mãos do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal. O próprio TRE-PI informou que sua atuação poderá ocorrer posteriormente, caso sejam identificados elementos que demandem providências da Justiça Eleitoral.
“Não temos nenhuma participação inicial, porque a investigação deve ser conduzida pelo Ministério Público. Somente após, se for apurada alguma coisa, é que trazemos para a Corte e nós damos os encaminhamentos necessários”, afirmou José Wilson.
PRIMEIRO CASO NAS ELEIÇÕES 2026
O procedimento representa, segundo as informações divulgadas, a primeira investigação no Piauí durante as eleições de 2026 envolvendo suspeita de conexão entre uma candidatura e uma organização criminosa.
O MP Eleitoral vem reforçando a atuação preventiva e investigativa durante o atual processo eleitoral. Em documento divulgado neste ano, a Procuradoria Regional Eleitoral destacou entre suas frentes de trabalho a fiscalização, coleta de provas e utilização de técnicas de investigação para apurar possíveis ilícitos eleitorais.
CASO TATIANA MEDEIROS
O episódio também remete a uma investigação de grande repercussão no Piauí envolvendo a então vereadora de Teresina Tatiana Medeiros. Em 2025, ela foi presa pela Polícia Federal em uma investigação que apurou suspeitas relacionadas a captação ilícita de votos, fraudes eleitorais e lavagem de dinheiro, com alegações de utilização de recursos provenientes do crime organizado.
Tatiana acabou condenada a 19 anos de prisão e perdeu o mandato de vereadora. Atualmente, segundo as informações apresentadas, ela cumpre prisão domiciliar e utiliza tornozeleira eletrônica.
APURAÇÃO AINDA SEM CONCLUSÃO
No caso envolvendo o candidato nas eleições deste ano, não há, até o momento, confirmação pública de crime ou de vínculo efetivo com organização criminosa. A investigação está em fase inicial e permanece sob sigilo, cabendo às autoridades responsáveis reunir elementos para verificar a consistência da denúncia.
O TRE-PI, por sua vez, prepara uma operação de segurança ampliada para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O tribunal informou que cerca de 2.800 militares do Exército atuarão em 143 municípios piauienses, além do reforço de mais de 6.500 agentes das forças de segurança estaduais e federais.
Fonte: Meio Norte