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Eleições no Piauí podem custar até R$ 120 milhões, diz presidente do TRE

Reportagem Sertão Atual

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Sebastião Martins, afirmou que o custo estimado das eleições no estado pode chegar a até R$ 120 milhões.

Segundo o magistrado, o valor considera tanto os gastos operacionais quanto a estrutura tecnológica necessária para a realização do pleito.

“Só o custo das eleições, fora as urnas eletrônicas, é em torno de R$ 60 milhões. Considerando que nós temos dez mil urnas eletrônicas, aproximadamente, essas urnas hoje estariam no valor de R$ 50 milhões. Então, o custo de uma eleição no Piauí é em torno de R$ 110 a 120 milhões de reais”, explicou em entrevista ao Notícia da Manhã desta terça-feira (31).

Apesar do montante elevado, o presidente do TRE-PI defendeu que o valor deve ser encarado como investimento.

“É um investimento a favor da cidadania e da democracia. Nós não temos que pensar em custo, então é investimento a favor da democracia do país”, afirmou.

Sebastião Martins, que deixa o cargo no próximo dia 8 de abril, afirmou que o tribunal já deixou encaminhado o planejamento para as eleições de 2026, com os principais processos administrativos praticamente concluídos.

“Estamos deixando o tribunal com o projeto eleições 2026, inclusive com a estimativa de custo das eleições. Todas as licitações estão prontas, de contratação de veículos, de transporte para transportar urnas, técnicos de urna, alimentação para mesário. Então, deixamos todo um planejamento organizado”, disse.

Alerta sobre propaganda irregular e uso de IA

Durante a entrevista, o presidente do TRE-PI também fez um alerta sobre irregularidades na propaganda eleitoral, especialmente envolvendo o uso de inteligência artificial.

“É uma grande missão do TRE acompanhar a propaganda eleitoral. Já tem reclamação, inclusive sobre deepfakes. Tem uma comissão constituída, que não foi instalada ainda, que vai acompanhar toda a fiscalização eleitoral. Eu advirto: os candidatos não podem fazer propaganda eleitoral, só é permitido na véspera das convenções partidárias, aquela propaganda interna para os filiados do partido político. Já temos reclamações em andamento, em que já utilizaram até inteligência artificial para tumultuar o processo eleitoral”, pontuou.

Outro ponto destacado foi a velocidade de propagação de informações falsas nas redes sociais, considerada um dos maiores desafios para a Justiça Eleitoral.

“O grande desafio que eu considero é a rapidez, por exemplo, a fake news. Uma notícia falsa nas redes sociais, se passar uma hora, faz um estrago muito grande. Então, o TRE tem que atuar de forma rápida, eficaz, para evitar que haja um desequilíbrio no processo eleitoral”, alertou.

Segundo ele, a fiscalização deve se intensificar a partir do período eleitoral.

“A partir de julho, que é quando funciona o processo eleitoral, a comissão vai funcionar a todo vapor, 24 horas, recebendo qualquer reclamação. E nós já temos convênio com o TSE e com o Facebook, Instagram”, concluiu.

Fonte: Cidade Verde

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