
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta quarta-feira (15) que os resultados do ensino médio em tempo integral colocaram o Piauí entre as principais referências educacionais do país. Ele também avaliou que a cooperação entre o Estado e os municípios contribuiu para o avanço da alfabetização das crianças na idade adequada.
Segundo o ministro, mais de 80% das matrículas da rede estadual de ensino médio já estão concentradas em escolas de tempo integral. Do total de estudantes matriculados, 66% também participam de cursos de educação profissional.
Barchini disse que a expansão tem sido acompanhada pela melhoria de indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio. Para ele, os resultados justificam a escolha do estado para receber a primeira unidade do Impa Tech fora do Rio de Janeiro.
“O Piauí está seguindo aquilo que as evidências apontam.Mais de 80% das matrículas já estão no tempo integral.
Uma parte expressiva também está na educação profissional. Isso tem se traduzido em resultados no Ideb e no Enem. É uma experiência que pode ser replicada pelo país”, afirmou.
O ministro realizou uma visita técnica ao Centro Estadual de Tempo Integral Professora Júlia Nunes Alves, em Teresina. A agenda também incluiu o acompanhamento das obras do Impa Tech Nordeste e uma visita ao Centro de Formação de Professores Marcílio Flávio Rangel.
Modelo nacional
Barchini afirmou que o Ministério da Educação acompanha as políticas desenvolvidas pelas redes estaduais e identificou no Piauí um modelo de planejamento, expansão do tempo integral e integração com a formação profissional.
Segundo ele, os resultados colocaram o estado à frente de redes educacionais de regiões com maior capacidade econômica e tradição histórica na área. O ministro disse que o Nordeste já superou antigos estigmas e passou a fornecer modelos adotados por estados de outras regiões.
O governo federal prevê mais de R$ 1 bilhão em investimentos do Novo PAC no Piauí. Desse total, mais de R$ 900 milhões serão destinados à educação básica, incluindo construção de creches, escolas de tempo integral, reformas e ampliação de unidades.
O ministro afirmou que os investimentos foram direcionados ao estado devido à capacidade de organização e execução dos projetos. Ele avaliou que a estrutura do ensino estadual permite que os recursos sejam convertidos em melhoria dos indicadores.
Alfabetização adequada
Na alfabetização, Barchini destacou o trabalho conjunto entre União, Estado e municípios por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Conforme o ministro, o Piauí possui aproximadamente 77% das crianças alfabetizadas na idade adequada, índice superior à média nacional.
“Quem executa diretamente a alfabetização é o município. Mas os municípios precisam da coordenação estadual. Também é necessária uma articulação do governo federal.
No Piauí, essa cooperação funcionou corretamente. O resultado está acima da média nacional”, declarou.
O ministro ressaltou que o governo estadual auxiliou as redes municipais na organização dos conteúdos, na formação continuada de professores e no planejamento das ações pedagógicas. Para ele, esse apoio foi determinante para a melhoria do índice de alfabetização.
Barchini também avaliou os resultados do programa Pé-de-Meia. Segundo os números apresentados pelo ministro, o abandono escolar caiu 61% no país após a implantação da política, enquanto a reprovação recuou 62% e a distorção entre idade e série teve redução de 28%.
Permanência escolar
O ministro afirmou que os resultados iniciais demonstram que o incentivo financeiro contribui para a permanência dos estudantes no ensino médio. Ele reconheceu, no entanto, que a avaliação e o aperfeiçoamento das políticas públicas devem ocorrer permanentemente.
Barchini informou ainda que o número de estudantes das redes estaduais inscritos no Enem cresceu 46% em comparação com 2023. Uma das razões apontadas é o pagamento de R$ 200 aos beneficiários do Pé-de-Meia que participam dos dois dias de aplicação do exame.
Sobre os estudantes que ainda não movimentaram os recursos, o ministro explicou que parte das contas depende da autorização dos pais ou responsáveis. Outros beneficiários, segundo ele, optam por manter o dinheiro depositado.
O número de contas sem movimentação referentes a 2026 teria caído de 1,3 milhão em março para aproximadamente 700 mil. A expectativa do MEC é que a quantidade continue diminuindo ao longo do ano, conforme as famílias autorizem o acesso e os estudantes passem a utilizar os recursos.
Fonte: Cidade Verde