
A Justiça do Piauí condenou o sargento da Polícia Militar do Piauí Francisco Ferreira de Sousa Filho a 12 anos, 8 de prisão, acusado de integrar a facção criminosa Comando Vermelho e atuar como informante de grupo voltado ao tráfico de drogas. A decisão foi proferida no dia 22 de junho deste ano.
Inicialmente, o PM havia sido absolvido, mas o Ministério Público do Piauí (MPPI) recorreu da decisão, sustentando que os elementos produzidos durante a investigação e confirmados em juízo eram suficientes para demonstrar a responsabilidade penal do acusado.
A sentença de primeiro grau havia fundamentado a absolvição na insuficiência de provas judicializadas, destacando a retratação de uma testemunha durante audiência. No recurso de apelação, o MPPI argumentou que os relatórios de inteligência, as extrações de dados telefônicos e os depoimentos prestados em juízo pelos delegados responsáveis pela investigação constituíam provas aptas a embasar a condenação.
A condenação refere-se aos crimes de organização criminosa, com emprego de arma de fogo e participação de funcionário público, além de colaboração como informante de grupo destinado ao tráfico de drogas.
ENTENDA
O sargento Francisco Ferreira foi preso em flagrante no dia 6 de abril de 2024 durante uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), para desarticular um núcleo da facção criminosa Comando Vermelho em Pedro II.
O policial foi apontado no inquérito policial como responsável por repassar informações privilegiadas para os faccionados, fazer a segurança dos líderes da facção, garantir transporte de itens ilícitos e guardar armas e drogas.
No dia 10 de julho de 2025, a Justiça do Piauí havia determinado a soltura do sargento.
Com a condenação, a decisão foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar do Piauí para adoção dos procedimentos administrativos cabíveis.
À época, o delegado Charles Pessoa afirmou que o PM já havia sido preso em flagrante, em 6 de abril de 2024, suspeito de fazer a segurança direta do principal líder da facção no município. Dois dias depois, teve a prisão convertida em preventiva, mas a Justiça o colocou em liberdade posteriomente.
Fonte: Meio Norte