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Wellington rebate Luciano Huck e defende Bolsa Família; “preconceito com pobres”

Reportagem Sertão Atual

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Foto: Benonias Cardoso

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, reagiu às declarações do apresentador Luciano Huck sobre o Bolsa Família. Durante entrevista nesta segunda-feira (25), em Teresina, o ministro afirmou que existe “preconceito com os mais pobres” e defendeu os resultados do programa social no combate à pobreza e na geração de emprego e renda.

A declaração ocorreu após Luciano Huck afirmar, durante o 5º Fórum Esfera, que municípios com forte presença do Bolsa Família poderiam acabar desestimulando a saída das famílias do programa. Ao comentar o caso de Senhor do Bonfim, na Bahia, o apresentador disse que “ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem”.

Wellington Dias rebateu a afirmação e afirmou que os dados apresentados não refletem a realidade econômica do município citado.

“Olha só, ele começa falando que esteve no município de Senhor do Bonfim e ali foi dito que 55% da economia do município era o Bolsa Família. Primeiro, Senhor do Bonfim, 55% da economia é comércio, serviços, onde o turismo se destaca. Quando a gente soma com a indústria, soma com a agropecuária, ali já vai mais 15% e assim outras atividades. Ora, eu digo o cuidado de checar para não transformar em preconceito, tem muito preconceito, e aí preconceito com os mais pobres”, afirmou o ministro.

O ministro também contestou as críticas sobre a eficiência do programa e afirmou que o Bolsa Família é reconhecido internacionalmente como modelo de transferência de renda.

“O Bolsa Família é tão eficiente que hoje ele está em 142 países do mundo, países desenvolvidos que passaram a aplicar o modelo, um modelo que sim é incentivador do emprego”, declarou.

Foto: Reprodução/Instagram

Aumento da renda

Segundo Wellington Dias, milhões de brasileiros deixaram o programa nos últimos anos após aumento da renda familiar.

“Hoje cerca de 18,6 milhões de pessoas recebem o Bolsa Família e se permanecesse no modelo anterior estaria com 27 milhões e meio. Quase 10 milhões deixaram o Bolsa Família e deixaram por quê? Superação da pobreza”, destacou.

Durante a entrevista, o ministro também afirmou que beneficiários do Cadastro Único e do Bolsa Família lideram o preenchimento das novas vagas de emprego no país e impulsionam pequenos negócios.

“Nas vagas de emprego, mais de 90% é o povo do Bolsa Família do Cadastro Único. Agora quer emprego decente. Essa fase de trabalhar por um prato de comida acabou, porque agora tem o direito, como direito, a transferência de uma renda básica”, afirmou.

Fonte: Cidade Verde

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