
O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, segundo balanço oficial divulgado pelo governo nesta quarta-feira (8). Na atualização anterior, divulgada na terça (7), eram 3.685 vítimas, um aumento de 126 mortes.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, também deixaram 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, de acordo com boletim apresentado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
A região mais afetada foi o estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios sofreram danos, sendo 190 completamente destruídos.
Governo pede recursos para custear ações
Também nesta quarta-feira, a presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III a liberação das reservas de ouro da Venezuela mantidas no Banco da Inglaterra para financiar o atendimento às vítimas dos terremotos.
Os lingotes estão avaliados em cerca de US$ 1,9 bilhão. Em decisões anteriores, a Justiça britânica negou o controle desses recursos ao governo de Nicolás Maduro, por não reconhecer sua legitimidade.
Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro pertence ao nosso povo. É para enfrentar as consequências do terremoto.
Recursos também são reivindicados ao FMI
Mais cedo, o chanceler Yván Gil também pediu a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. Paralelamente, a ONU tenta arrecadar quase US$ 300 milhões para apoiar a recuperação do país.
Segundo o governo, Delcy Rodríguez conversou por telefone com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, para solicitar a liberação de ativos venezuelanos.
A Venezuela possui 3,568 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES) no Fundo Monetário Internacional, o equivalente a cerca de US$ 5,1 bilhões (aproximadamente R$ 26,2 bilhões). Os recursos permanecem bloqueados porque o FMI não reconheceu Nicolás Maduro como presidente.
Fonte: Meio Norte