O presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren), Samuel Freitas, informou que a entidade solicitou informações sobre a mulher suspeita de tentar levar um bebê da maternidade Dona Evangelina Rosa. Há relatos de que ela seria enfermeira que trabalha na maternidade e outras instituições de saúde.
Samuel Freitas classificou as denúncias como “gravíssimas” por envolver um vulnerável e disse que a Câmara Ética investiga o caso.
“Solicitamos informações a maternidade como nome, vínculo com a instituição para adotar as medidas”, disse.
Ele esclareceu que se a mulher for mesmo profissional de enfermagem, poderá ter a inscrição profissional suspensa cautelarmente.
“Vamos verificar as denúncias e se for enfermeira, ela terá direito a ampla defesa e dependendo do que for concluído, será avaliada a possibilidade de cassação do registro profissional”, disse.
O caso
Uma mulher foi denunciada após tentar levar um recém-nascido da maternidade Dona Evangelina Rosa. A denúncia foi feita pela tia do bebê, que é testemunha do crime. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso.
Segundo Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, a bebê só receberia alta nesta terça-feira (7), pois ainda precisava realizar os exames da orelhinha e do pezinho. Em seguida, uma mulher teria se apresentado como funcionária da maternidade e afirmado que tentaria antecipar os procedimentos. De acordo com o relato, a suspeita pediu que a mãe permanecesse no quarto enquanto Daniela acompanharia a criança até o local onde os exames seriam realizados.
A tia afirmou que entregou a bebê à mulher e aguardou do lado de fora da sala. Pouco depois, começou a desconfiar da situação ao vê-la se dirigindo ao banheiro. Segundo Daniela, a suspeita já havia trocado de roupa quando foi abordada. Nesse momento, a tia abriu a bolsa que a mulher carregava e encontrou a recém-nascida dentro.
“Ela já estava com uma roupa completamente diferente, estava com o cabelo solto, com óculos, muito diferente. Eu puxei a bolsa e o zíper e vi a neném bem quietinha. Perguntei o que estava acontecendo, ela disse que trabalhava lá. Eu peguei a neném para mim e segurei a mulher. Nisso, tinha muita gente lá fora, segurança, câmeras, médicos e enfermeiras, e eu não tive ajuda imediata de ninguém. Eu puxei a mulher para fora e disse que precisava de ajuda. Depois vieram”, afirmou.
Fonte: Cidade Verde