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Equatorial Piauí deixa cidades sem energia e prejudica abastecimento de água

Reportagem Sertão Atual

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Municípios de diferentes regiões do Piauí enfrentam interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica, situação que preocupa moradores e autoridades durante o B-R-O-Bró, período marcado pelo aumento das temperaturas e do consumo. Os relatos apontam prejuízos ao abastecimento de água, ao funcionamento de hospitais e escolas, além de impactos no comércio e na rotina da população.  A Equatorial Piauí está no centro das críticas que afetam a população de forma direta.

A falta de energia elétrica tem sido apontada como um dos principais fatores que agravam os problemas de abastecimento de água relatados por moradores e gestores de municípios piauienses. Nos últimos dias, a redação do Conecta Piauí recebeu diversas reclamações sobre falta d’água em diferentes regiões do estado. Segundo a Águas do Piauí, parte das ocorrências está relacionada às interrupções no fornecimento de energia, já que os sistemas de captação e distribuição dependem de equipamentos elétricos para funcionamento.

Levantamento realizado pelo Conecta Piauí identificou registros em cidades do Cerrado, Meio-Norte, Semiárido, Litoral e Norte do estado. Entre os municípios afetados estão Gilbués, Parnaguá, Curimatá, Corrente, Castelo do Piauí, São Miguel do Tapuio, Passagem Franca do Piauí, Oeiras, Cajazeiras do Piauí, Colônia do Piauí, Paulistana, Isaías Coelho, São Francisco de Assis do Piauí, Lagoa do Sítio, Vera Mendes, São João da Canabrava, Santana do Piauí, Monsenhor Hipólito e Barra d’Alcântara.

Também foram relatados problemas em Boa Hora, Lagoa Alegre, Milton Brandão, Boqueirão do Piauí, Batalha, Miguel Alves e Murici dos Portelas. Santa Cruz dos Milagres e Santo Inácio do Piauí também registram dificuldades relacionadas ao fornecimento elétrico.

Problema também atinge Teresina

Na tarde desta quarta-feira (09/09), Teresina também registrou oscilações e sucessivas quedas de energia em diferentes regiões. Somente na sede do Conecta Piauí, foram contabilizadas seis interrupções em menos de uma hora. Moradores de outras áreas da capital relataram problemas semelhantes, com registros de locais que permaneceram por períodos prolongados sem fornecimento de energia elétrica.

Problema persiste há décadas em Paulistana

O prefeito de Paulistana, Osvaldo da Abelha Branca, afirmou que o problema ocorre há mais de duas décadas e se intensifica a partir de agosto, com interrupções durante a noite e oscilações frequentes. Segundo o gestor, os efeitos atingem serviços essenciais e diferentes setores da economia local.

“É uma situação de décadas. Há mais de 20 anos esse problema é recorrente. Quando chega agosto, durante a noite falta energia e a oscilação é muito grande. Isso prejudica o hospital, as escolas, o abastecimento de água, o comércio e toda a população”, relatou Osvaldo da Abelha Branca.

Santa Cruz dos Milagres sofre com falta de energia e água

Em Santa Cruz dos Milagres, as oscilações elétricas também afetam o abastecimento de água. O prefeito Edilberto Rodrigues afirmou que representantes chegaram a acompanhar a situação no município, mas os problemas persistem.

“É muita oscilação. Falta água, falta luz, tudo está faltando, infelizmente. Ontem, havia quatro pessoas aqui, representantes do município, de duas cidades vizinhas e da empresa, mas continua faltando água e energia”, declarou Edilberto Rodrigues.

São Francisco do Piauí

O prefeito Dr. Fabiano Araújo também relatou os impactos provocados pelas interrupções e oscilações no fornecimento de energia em São Francisco do Piauí.

“O município de São Francisco do Piauí tem enfrentado a falta de energia constante com muita dificuldade. As reclamações da população são contínuas, dada a falta de energia, a oscilação de energia que existe todos os dias, momentos de pico com alta tensão e momentos com baixa e isso faz com que muitas pessoas percam seus eletrodomésticos e a gente fica muito preocupado com isso. Já fizemos reiteradas solicitações, já fizemos reunião, audiência pública na Câmara do Município com a equipe da Equatorial e foi identificado também que na nossa cidade o aparelho que é o regulador de tensão não existe, a gente fez a solicitação formal ainda no ano passado e esse aparelho nunca chegou”, disse.

“Realmente é uma dificuldade muito grande, a reclamação da população é constante e a gente tem feito o nosso papel e a gente tem feito uma conta de gestão que é solicitar, que é pedir, que é fazer essa. Esse contato com a empresa que tem a concessão de energia, mas infelizmente os problemas persistem e a reclamação da população também”, concluiu.

Santo Inácio do Piauí

Em Santo Inácio do Piauí, o prefeito Dr. Auro falou sobre a frequência das interrupções e os prejuízos enfrentados pelos moradores e serviços do município.

“A nossa cidade de Santo Inácio do Piauí está sofrendo um problema muito sério com a falta d’água, na cidade toda de modo geral, afetando escolas, empresas e residências. E a Águas do Piauí, empresa responsável pelo abastecimento, foi acionada, fez reparos em quadros, trocou bombas e depois detectou que o problema é a energia. E realmente, a energia não sustenta as bombas funcionando. Então nós estamos sem água por falta de energia. O problema de energia é geral, é complicado e resulta na falta de água em todo o município”, disse.

Serviços essenciais são prejudicados

Em municípios onde o sistema de abastecimento depende de bombas elétricas, a interrupção de energia também pode provocar falta de água. Hospitais, unidades de saúde, escolas, repartições públicas e estabelecimentos comerciais enfrentam dificuldades para manter o atendimento durante os períodos sem eletricidade.

Como relatado anteriormente, as oscilações e quedas de energia têm impacto direto no abastecimento de água, especialmente em cidades onde o sistema depende de bombas elétricas. A concessionária de água afirma que atua para minimizar os efeitos das interrupções, enquanto a população segue cobrando soluções para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

As oscilações ainda aumentam a preocupação com possíveis danos a eletrodomésticos, equipamentos comerciais e aparelhos utilizados em serviços essenciais. O problema ganha maior impacto durante os meses mais quentes, quando cresce o uso de ventiladores, aparelhos de ar-condicionado e sistemas de refrigeração.

Nota de Esclarecimento

A Equatorial Piauí informa que segue com seu plano de investimentos para fortalecer o sistema elétrico do estado e garantir um fornecimento de energia com mais qualidade e confiabilidade do norte ao sul piauiense. Desde o início da concessão, a concessionária já investiu mais de R$ 4,75 bilhões.  Somente em 2026, R$ 470 milhões foram investidos em obras, manutenções e outras ações de melhoria da rede elétrica.

Na região sul do estado, a construção de uma Linha de Distribuição entre Paulistana e Simões, com 73km de extensão, e a ampliação da Subestação Paulistana, têm previsão de serem entregues até o dia 15 de setembro. Juntas, as duas obras representam um investimento de R$ 80,4 milhões. 

A Distribuidora esclarece que as obras já foram concluídas, restando apenas as etapas de teste e de automação do sistema, além de alguns ajustes na parte física que não comprometem a energização da nova estrutura que entrará em operação dentro do prazo.

Essas duas obras vão garantir melhorias na qualidade do fornecimento de energia para Paulistana e região, com mais robustez e confiabilidade do sistema. Além de impulsionar a economia, atendendo uma demanda crescente de mercado, representam uma importante entrega para a comunidade e clientes. Os investimentos integram um plano robusto da concessionária, voltado para promover melhorias na rede elétrica de todo o Piauí. 

Sobre possíveis casos de danos elétricos, a concessionária informa que os clientes podem solicitar o ressarcimento de por meio da Central de Atendimento no 0800 086 0800, do site equatorialenergia.com.br ou em uma das agências de atendimento presencial. Todo o processo segue de acordo com a Resolução Normativa nº1000 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. A norma estabelece que o cliente deve solicitar o ressarcimento em até cinco anos, contados a partir da data provável da ocorrência do dano elétrico.

Fonte: Conecta Piauí

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