
A maioria das mulheres resgatadas na semana passada de condições análogas à escravidão em estabelecimentos de exploração sexual na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte é natural do Ceará. Segundo as investigações, as vítimas eram submetidas a uma série de exigências e metas abusivas, incluindo o consumo de 40 doses de bebidas alcoólicas por semana e a realização de até 20 programas sexuais por dia.
Ao todo, 22 mulheres foram resgatadas durante uma operação que apura crimes de tráfico de pessoas e a atuação interestadual de uma organização criminosa voltada à exploração sexual na região Nordeste. A ação foi realizada na última quarta-feira (10), e os dados foram consolidados nesta terça-feira (16) pela Auditoria-Fiscal do Trabalho.
Investigação começou após denúncia
A operação teve início após uma denúncia apresentada à Delegacia da Mulher de Guarabira, no Agreste da Paraíba. De acordo com a polícia, as vítimas foram aliciadas por estarem em situação de vulnerabilidade social e econômica, o que facilitava a ação dos suspeitos.
Das 22 mulheres resgatadas, 18 foram encontradas em cidades da Paraíba, onde se concentrava a maior parte da atuação do grupo criminoso. Outras quatro vítimas foram localizadas no município de Goiana, em Pernambuco.
Grupo era comandado por uma mesma família
Conforme as investigações, os estabelecimentos onde as mulheres eram exploradas eram administrados por uma mesma mulher e por familiares dela. A suspeita é apontada pelas autoridades como a possível líder de uma quadrilha especializada em exploração sexual, que atuava em diferentes estados do Nordeste.
As autoridades continuam investigando a estrutura da organização criminosa, bem como a participação de outros envolvidos no esquema. O objetivo é identificar todos os responsáveis pelo aliciamento, transporte e exploração das vítimas, além de garantir assistência e proteção às mulheres resgatadas.
Fonte: Meio Norte