O Centro de Educação Municipal – CEM, em consonância com a Lei Piauiense Nº 7.828/2022, que tem o objetivo de promover a liberdade de culto, o respeito à diversidade religiosa, a valorização dessas religiões e a conscientização social contra a discriminação e a perseguição — e que torna o dia 24 de novembro o Dia do Sacerdote e da Sacerdotisa de Religiões de Matriz Africana no Piauí — promoveu a Parada Literária Sagrada Liberdade: Vozes do Sacerdote e da Sacerdotisa de Religiões de Matriz Africana no Piauí, um evento dedicado à valorização das tradições afro-brasileiras, à preservação da memória ancestral e à defesa do respeito entre diferentes crenças.




A escola tornou-se um espaço de vivências culturais e reflexões profundas sobre identidade, espiritualidade e cidadania.
A programação contou com diversas atividades artísticas, literárias e formativas que dialogam com a riqueza das matrizes africanas e com o compromisso de combater toda forma de intolerância religiosa:
- Encenação de ritual e desfile das divindades, ressaltando a beleza dos símbolos sagrados e convidando o público a compreender e respeitar práticas religiosas ainda frequentemente alvo de preconceito.
- Canto dos Orixás e representação dos Orixás brasileiros, reforçando a importância da música e da espiritualidade no fortalecimento da identidade afro-brasileira.
- Apresentação da Lei 10.639/2003, podcast temático e mural educativo, reafirmando a necessidade de uma educação antirracista, plural e comprometida com a liberdade de crença.
- Apresentação de orixás da cultura afro-brasileira, explorando nomes, símbolos e significados que constituem um patrimônio cultural muitas vezes invisibilizado.
- Desfile dos principais orixás do Candomblé e da Umbanda, trazendo visibilidade a religiões que, historicamente, enfrentam discriminação e precisam ser compreendidas na sua profundidade cultural e espiritual.
- Apresentação dos tópicos da Carta de Esperança Garcia, documento símbolo de resistência e luta por dignidade e direitos.
- Jogral e leitura do livro “Felicidade Não Tem Cor”, inspirando reflexões sobre igualdade, humanidade e convivência respeitosa.


A Parada Literária Sagrada Liberdade reafirmou que a escola é um espaço de diálogo, aprendizagem e transformação social. Ao ecoar as vozes do sacerdote e da sacerdotisa de religiões de matriz africana, o evento destacou a urgência de combater a intolerância religiosa e de promover uma sociedade em que todas as expressões de fé sejam respeitadas.

Mais do que uma celebração cultural, foi um chamado à empatia, à compreensão e ao reconhecimento das raízes que formam o Brasil.
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