
A dupla Jorge & Mateus passou a ser alvo de críticas e pedidos de boicote nas redes sociais após a repercussão de uma declaração política feita por Jorge em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), durante a disputa presidencial de 2026. A polêmica ganhou força depois que os sertanejos foram anunciados como atrações dos Réveillons de Recife (PE) e Fortaleza (CE).
Shows de Ano-Novo viram alvo de protestos
A manifestação aconteceu durante um encontro de cantores sertanejos com Flávio Bolsonaro, em 20 de outubro, no município de Nerópolis, em Goiás. Na ocasião, Jorge declarou: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”. O vídeo voltou a circular após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições e provocou reações, principalmente entre internautas nordestinos.
Nas redes sociais, usuários cobraram o cancelamento das apresentações e criticaram a presença dos artistas nas festas públicas. “Não venham para o Ceará. Podem ir para o Sul”, escreveu uma internauta.“Não são bem-vindos no Recife. Respeitem o Nordeste e os nordestinos”, comentou outra pessoa. Em Fortaleza, as manifestações também chegaram ao perfil do prefeito Evandro Leitão (PT), responsável pelo anúncio da dupla.
Apesar da pressão, os shows continuam previstos nas programações de Ano-Novo. Até o momento, Jorge & Mateus não se pronunciaram sobre os pedidos de boicote. A declaração política foi feita por Jorge, sem confirmação de que Mateus tenha manifestado o mesmo posicionamento.
Emenda Pix
Além da repercussão política, a dupla teve o nome associado a uma denúncia sobre o uso irregular de recursos públicos para financiar apresentações musicais. Segundo informações publicadas pela coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, nesta terça-feira (3/11), uma emenda Pix de R$ 1,1 milhão, destinada a obras em Fartura, no interior de São Paulo, foi utilizada pela gestão municipal anterior para pagar shows durante a Expofar, realizada em abril de 2024.
Do total, R$ 556 mil foram destinados à contratação de Jorge & Mateus. Os recursos também custearam apresentações de Ícaro & Gilmar, por R$ 344 mil, e Clayton & Romário, por R$ 240 mil. A irregularidade foi identificada após a mudança na administração municipal, e documentos encaminhados à plataforma Transferegov apontam que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo constatou o desvio de finalidade dos valores.
Fonte: Meio Norte