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Piauí tem quatro novos empregadores incluídos na Lista Suja do trabalho escravo

Reportagem Sertão Atual

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Quatro empregadores do Piauí foram incluídos na atualização da chamada “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em todo o país, foram acrescentados 82 novos nomes ao cadastro, envolvendo 553 trabalhadores.

A nova atualização representa uma redução de aproximadamente 51,48% no número de inclusões em relação à lista anterior. Dos 82 empregadores acrescentados, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos.

A lista reúne empregadores responsabilizados administrativamente após ações de fiscalização que identificaram trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Nesta atualização, também foram retirados 151 nomes que completaram o período de dois anos de permanência no cadastro.

Entre as atividades econômicas com maior número de novos registros estão a criação de bovinos para corte, com oito inclusões, os serviços domésticos, com sete, e a produção de carvão vegetal e de café, com seis casos cada.

A construção de edifícios também aparece entre as atividades com maior número de inclusões, com cinco empregadores acrescentados nesta edição. Ao todo, os novos casos registrados no país envolveram 553 trabalhadores e trabalhadoras.

No Piauí, as atualizações anteriores do cadastro já haviam alcançado diferentes regiões do estado. Entre os municípios citados estão Batalha, Currais, Monte Alegre do Piauí, Caldeirão Grande do Piauí, Francinópolis, Uruçuí, Piripiri, Altos, Cajueiro da Praia e Palmeira do Piauí.

Em uma das ocorrências registradas no estado, em Cajueiro da Praia, foram identificados 30 trabalhadores. A atualização divulgada em abril também havia reunido cerca de 12 empresas e empregadores piauienses, com aproximadamente 141 trabalhadores encontrados em condições irregulares durante fiscalizações.

Como denunciar trabalho análogo à escravidão

Denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, canal criado em 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O sistema é utilizado exclusivamente para receber denúncias de trabalho análogo à escravidão e está integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo. As informações recebidas podem subsidiar ações de fiscalização e atendimento às pessoas afetadas.

Fonte: Portal O Dia

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