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Mãe de menino esquartejado denuncia que Polícia não procurou outras partes da vítima

Reportagem Sertão Atual

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Dezoito dias após a localização de partes do corpo do menino Hydhino Davy Gomes Lima, de 12 anos, a vítima ainda não teve os restos mortais liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) para a família. Em denúncia encaminhada ao Portal O Dia nesta terça-feira (3), a mãe do menino, Thaís Pâmela, afirmou que a Polícia não realizou buscas para localizar as demais partes do corpo e cobra providências dos órgãos de segurança.

Segundo a mãe, os primeiros restos mortais foram encontrados pelos próprios familiares em um terreno baldio, no dia 17 de outubro. Na ocasião, foram localizados a cabeça, o tronco e uma das pernas do menino. Ela reclama que, após o recolhimento do material encontrado, não teriam sido realizadas novas diligências para procurar as partes que continuam desaparecidas.

Thaís relata que, devido à fragmentação do corpo, são necessários exames de DNA para identificar e confirmar a correspondência entre as partes encontradas. No entanto, afirma que ainda falta uma quantidade significativa de restos mortais. “Como o corpo estava muito cortado, tinha que fazer um exame de DNA de cada uma das partes encontradas. E ainda faltam muitas partes que não foram encontradas, falta quase todo o corpo. Só foi encontrada uma perna, a cabeça e o tronco. Estão faltando as duas coxas, os glúteos, os órgãos genitais, uma perna e os dois braços”, detalhou a mãe.

A mãe também acusa os órgãos de segurança de transferirem à família a responsabilidade de procurar os restos mortais. Segundo ela, existe a suspeita de que as outras partes ainda estejam na masma região do terreno onde os primeiros fragmentos foram encontrados.

“Provavelmente deve estar por lá, mas a Polícia não vai procurar… não bota ninguém para procurar. Eles querem que a gente (família) vá procurar. Como da primeira vez. Ele só foi encontrado porque nós, familiares, fomos procurar. Nós deduzimos que o corpo dele estava lá e fomos procurar e achamos. No dia, quando cheguei lá no terreno, reconheci que era ele e a Polícia chegou, fez o recolhimento e foi embora. Disseram que não podiam fazer mais nada. Isso é um descaso total com a mãe”, denunciou.

Thaís afirma que esperava uma mobilização maior das forças de segurança logo após a localização dos primeiros restos mortais, com o envio de viaturas e equipes para vasculhar a área. Ela também questionou a ausência de cães farejadores nas buscas. “Eu quero dar continuidade a isso porque é um descaso total. Se a gente da família encontramos uma parte, era para eles terem chamado mais carros, viaturas para vasculhar a área. No dia que mataram um rapaz aí, até os cães da PM eles trouxeram e acharam o corpo. E no dia, nem cachorro trouxeram para encontrar meu filho. Um descaso total”, afirmou.

Outro lado

A reportagem do Portal O Dia entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) do Piauí, para obter esclarecimentos sobre a situação do corpo e das possíveis buscas dos restos mortais do menino. Porém, até o momento, não obtivemos um retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Dois adolescentes confessaram participação no homicídio

A Polícia Civil interrogou dois adolescentes, que confessaram envolvimento na morte de Hydhino. De acordo com os depoimentos, o crime contra o menino teria relação com um suposto furto contra uma familiar de um dos envolvidos, além de desentendimentos e acusações entre os adolescentes. Um terceiro menor foi apreendido também por suspeita de participar do crime.

Segundo a Polícia Civil, os depoimentos dos adolescentes também estabeleceram uma ligação com outro homicídio ocorrido no bairro Samapi, o Joel Araújo Lustosa, ocorrida em 12 de setembro, no mesmo bairro. A vítima foi assassinada a pauladas.

Segundo os relatos apresentados à polícia, o homicídio de Joel teria sido motivado por uma suposta importunação contra a namorada de um dos adolescentes. Os dois também afirmaram que Hydhino teria participado desse crime. Os adolescentes foram encaminhados ao Complexo de Defesa da Cidadania (CDC), onde devem cumprir a medida de internação provisória determinada pela Justiça.

Fonte: Portal O Dia

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