Os Estados Unidos estão oficialmente fora da Organização Mundial da Saúde (OMS). A saída foi confirmada após a conclusão do processo iniciado pelo presidente Donald Trump, que determinou a retirada do país no primeiro dia de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025.
A decisão representa uma mudança relevante na política externa americana. Além disso, altera a forma como o país atua na área da saúde global, encerrando décadas de participação na principal organização internacional do setor.
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Críticas à gestão da pandemia motivaram a saída
Segundo comunicado oficial, o governo dos Estados Unidos justificou a decisão com base em falhas na condução da pandemia de Covid-19. De acordo com a nota, a OMS não liderou de forma eficaz a resposta global à crise sanitária.
Além disso, Washington afirma que a entidade não adotou reformas consideradas urgentes. O texto também aponta falta de independência diante da influência política de alguns Estados-membros.
Conforme o documento, a retirada ocorreu devido à “má gestão da pandemia de Covid-19, que teve origem em Wuhan, na China, e à incapacidade da organização de promover mudanças estruturais necessárias”.

Autoridades do alto escalão assinam o comunicado
O documento é assinado pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert Kennedy Junior, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Nele, o governo detalha as etapas do processo de desligamento, que durou cerca de um ano.
Durante esse período, os Estados Unidos adotaram medidas estratégicas para consolidar a saída de forma gradual.
Financiamento foi suspenso e equipe retirada
Ao longo do processo, o governo americano suspendeu o financiamento da OMS. Em seguida, retirou todo o seu pessoal técnico e administrativo da organização.
Além disso, o país começou a redirecionar atividades que antes eram realizadas com a OMS. Essas ações passaram a ser conduzidas por meio de acordos diretos com outros países e entidades internacionais.
Nova estratégia prioriza acordos bilaterais
Com a saída concluída, os Estados Unidos passam a atuar fora da estrutura da OMS. A nova estratégia aposta em cooperações bilaterais na área da saúde.
Por fim, especialistas avaliam que a decisão pode gerar impactos na governança da saúde global. Isso ocorre porque os EUA sempre tiveram papel central no financiamento e na influência política da organização.
fonte: Diário do Povo