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Hábitos inadequados e baixa ingestão de água estão entre causas de constipação

Reportagem Sertão Atual

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A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre, é uma condição frequente que afeta pessoas de diferentes faixas etárias e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O problema ocorre quando há dificuldade para evacuar ou redução da frequência das evacuações, podendo estar associado a diversos fatores do dia a dia. Entre as principais causas estão a alimentação pobre em fibras, a baixa ingestão de água, o sedentarismo e hábitos inadequados relacionados ao funcionamento intestinal.

Segundo o gastroenterologista Litelton Carvalho, muitos comportamentos acabam contribuindo para o agravamento do problema sem consciência exata. “As pessoas até hoje têm aquela vergonha de evacuar em alguns lugares que não sejam a própria casa e acabam segurando para fazer em locais que se sentem mais confortáveis. Certamente, isso acaba prejudicando o hábito intestinal”, explica o especialista. 

Quando o quadro de constipação se torna persistente, os sintomas costumam ir além da dificuldade para evacuar. Desconforto abdominal, sensação de estufamento, excesso de gases, dor durante as evacuações e necessidade de fazer muito esforço são algumas das queixas mais comuns entre os pacientes. Em muitos casos, esses sintomas acabam interferindo diretamente nas atividades diárias e no bem-estar físico e emocional.

Além disso, a constipação crônica também pode levar ao desenvolvimento de complicações. Entre elas estão hemorroidas, fissuras anais e impactação fecal, situação em que as fezes ficam acumuladas e endurecidas no intestino. O esforço repetitivo para evacuar pode ainda provocar pequenos sangramentos e agravar desconfortos já existentes, tornando o acompanhamento médico fundamental nos casos prolongados.

Grupos mais suscetíveis a desenvolver a condição

Alguns grupos estão mais vulneráveis ao problema. Idosos, gestantes, pessoas sedentárias e pacientes que utilizam determinados medicamentos, especialmente opioides de forma contínua, possuem risco aumentado de desenvolver constipação. Pessoas com doenças neurológicas, metabólicas ou com determinadas condições intestinais também merecem atenção especial, já que podem apresentar maior predisposição ao quadro.

A prevenção e o tratamento da constipação passam principalmente pela adoção de hábitos saudáveis. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir água em quantidade adequada e praticar atividade física regularmente são medidas essenciais para o bom funcionamento do intestino. Além disso, especialistas recomendam respeitar a vontade de evacuar e evitar adiar esse momento repetidamente. Caso os sintomas persistam, a orientação é procurar avaliação médica para identificar as causas e definir o tratamento mais adequado.

Fonte: Cidade Verde

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